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20.3.12

calma

agora que as coisas começam a fazer sentido;
a paciência precisa ser minha maior aliada.
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respira fundo e engole o choro. calma.
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8.3.12

Dispenso esta rosa.

É tão, tão bom, que copio na íntegra abaixo. O texto não é meu, é da Marjorie Rodrigues e eu vi vo blog da Érica, o Inquietude. SUPER assino embaixo porque não tem nada que me irrita mais do que machismo disfarçado de "cuidado"... Coisa mais de Pequeno Príncipe!
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Dispenso esta rosa

Dia 8 de março seria um dia como qualquer outro, não fosse pela rosa e os parabéns. Toda mulher sabe como é. Ao chegar ao trabalho e dar bom dia aos colegas, algum deles vai soltar: “parabéns”.
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Por alguns segundos, a gente tenta entender por que raios estamos recebendo parabéns se não é nosso aniversário (exceção, claro, à minoria que, de fato, faz aniversário neste dia). Depois de ficar com cara de bestas, num estalo a gente se lembra da data, dá um sorriso amarelo e responde “obrigada”, pensando: “mas por que eu deveria receber parabéns por ser mulher?”.
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Mais tarde, chega um funcionário distribuindo rosas. Novamente, sorriso amarelo e obrigada. É assim todos os anos. Quando não é no trabalho, é em alguma loja. Quando não é numa loja, é no supermercado. Todos os anos, todo 8 de março: é sempre a maldita rosa.
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Dizem que a rosa simboliza a “feminilidade”, a delicadeza. É a mesma metáfora que usam para coibir nossa sexualidade – da supervalorização da virgindidade é que saiu o verbo “deflorar” (como se o homem, ao romper o hímen de uma mulher, arrancasse a flor do solo, tomando-a para si e condenando-a – afinal, depois de arrancada da terra, a flor está fadada à morte). É da metáfora da flor, portanto, que vem a idéia de que mulheres sexualmente ativas são “putas”, inferiores, menos respeitáveis.
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A delicadeza da flor também é sua fraqueza. Qualquer movimento mais brusco lhe arranca as pétalas. Dizem o mesmo de nós: que somos o “sexo frágil” e que, por isso, devemos ser protegidas. Mas protegidas do quê? De quem? A julgar pelo número de estupros, precisamos de proteção contra os homens. Ah, mas os homens que estupram são psicopatas, dizem. São loucos. Não é com estes homens que nós namoramos e casamos, não é a eles que confiamos a tarefa de nos proteger. Mas, bem, segundo pesquisa Ibope/Instituto Patricia Galvão, 51% dos brasileiros dizem conhecer alguma mulher que é agredida por seu parceiro. No resto do mundo, em 40 a 70 por cento dos assassinatos de mulheres, o autor é o próprio marido ou companheiro.Este tipo de crime também aparece com frequência na mídia. No entanto, são tratados como crimes “passionais” – o que dá a errônea impressão de que homens e mulheres os cometem com a mesma frequência, já que a paixão é algo que acomete ambos os sexos. Tratam os homens autores destes crimes como “românticos” exagerados, príncipes encantados que foram longe demais. No entanto, são as mulheres as neuróticas nos filmes e novelas. São elas que “amam demais”, não os homens.
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Mas a rosa também tem espinhos, o que a torna ainda mais simbólica dos mitos que o patriarcado atribuiu às mulheres. Somos ardilosas, traiçoeiras, manipuladoras, castradoras. Nós é que fomos nos meter com a serpente e tiramos o pobre Adão do paraíso (como se Eva lhe tivesse enfiado a maçã goela abaixo, como se ele não a tivesse comido de livre e espontânea vontade). Várias culturas têm a lenda da vagina dentata. Em Hollywood, as mulheres usam a “sedução” para prejudicar os homens e conseguir o que querem. Nos intervalos do canal Sony, os machos são de “respeito” e as mulheres têm “mentes perigosas”. A mensagem subliminar é: “cuidado, meninos, as mulheres são o capeta disfarçado”. E, foi com medo do capeta que a sociedade, ao longo dos séculos, prendeu as mulheres dentro de casa. Como se isso não fosse suficiente, limitaram seus movimentos com espartilhos, sapatos minúsculos (na China), saltos altos. Impediram-na que estudasse, que trabalhasse, que tivesse vida própria. Ela era uma propriedade do pai, depois do marido. Tinha sempre de estar sob a tutela de alguém, senão sua “mente perigosa” causaria coisas terríveis.
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Mas dizem que a rosa serve para mostrar que, hoje, nos valorizam. Hoje, sim. Vivemos num mundo “pós-feminista” afinal. Todas essas discriminações acabaram! As mulheres votam e trabalham! Não há mais nada para conquistar! Será mesmo? Nos últimos anos, as diferenças salariais entre homens e mulheres (que seguem as mesmas profissões) têm crescido no Brasil, em vez de diminuir. Nos centros urbanos, onde a estrutura ocupacional é mais complexa, a disparidade tende a ser pior. Considerando que recebo menos para desempenhar o mesmo serviço, não parece irônico que o meu colega de trabalho me dê os parabéns por ser mulher?
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Dizem que a rosa é um sinal de reconhecimento das nossas capacidades. Mas, no ranking de igualdade política do Fórum Econômico Mundial de 2008, o Brasil está em 10oº lugar entre 130 países. As mulheres têm 11% dos cargos ministeriais e 9% dos assentos no Congresso – onde, das 513 cadeiras, apenas 46 são ocupadas por elas. Do total de prefeitos eleitos no ano passado, apenas 9,08% são mulheres. E nós somos 52% da população.
A rosa também simboliza beleza. Ah, o sexo belo. Mas é só passar em frente a uma banca de revistas para descobrir que é exatamente o contrário. Você nunca está bonita o suficiente, bobinha. Não pode ser feliz enquanto não emagrecer. Não pode envelhecer. Não pode ter celulite (embora até bebês tenham furinhos na bunda). Você só terá valor quando for igual a uma modelo de 18 anos (as modelos têm 17 ou 18 anos até quando a propaganda é de creme rejuvenescedor…). Mas mesmo ela não é perfeita: tem de ser photoshopada. Sua pele é alterada a ponto de parecer de plástico: ela não tem espinhas nem estrias nem olheiras nem cicatrizes nem hematomas, nenhuma dessas coisas que a gente tem quando vive. Ela sorri, mas não tem linhas ao lado da boca. Faz cara de brava, mas sua testa não se franze. É magérrima (às vezes, anoréxica), mas não tem nenhum osso saltando. É a beleza impossível, mas você deve persegui-la mesmo assim, se quiser ser “feminina”. Porque, sim, feminilidade é isso: é “se cuidar”. Você não pode relaxar. Não pode se abandonar (em inglês, a expressão usada é exatamente esta: “let yourself go”). Usar uma porrada de cosméticos e fazer plásticas é a maneira (a única maneira, segundo os publicitários) de mostrar a si mesma e aos outros que você se ama. “Você se ama? Então corrija-se”. Por mais contraditória que pareça, é esta a mensagem.
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Campanha pela real beleza. Será?
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Todo dia 8 de março, nos dão uma rosa como sinal de respeito. No entanto, a misoginia está em toda parte. Os anúncios e ensaios de moda glamurizam aviolência contra a mulher. Nas propagandas de cerveja e programas humorísticos, as mulheres são bundas ambulantes, meros objetos sexuais. A pornografia mainstream (feita pela Hollywood pornô, uma indústira multibilionária) tem cada vez mais cenas de violência, estupro e simulação de atos sexuais feitos contra a vontade da mulher. Nos videogames, ganha pontos quem atropelar prostitutas.
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Todo dia 8 de março, volto para casa e vejo um monte de mulheres com rosas vermelhas na mão, no metrô. É um sinal de cavalheirismo, dizem. Mas, no mesmo metrô, muitas mulheres são encoxadas todos os dias. Tanto que o Rio criou um vagão exclusivo para as mulheres, para que elas fujam de quem as assedia. Pois é, eles não punem os responsáveis. Acham difícil. Preferem isolar as vítimas. Enquanto não combatermos a idéia de que as mulheres que andam sozinhas por aí são “convidativas”, propriedade pública, isso nunca vai deixar de existir. Enquanto acharem que cantar uma mulher na rua é elogio , isso nunca vai deixar de existir. Atualmente, a propaganda da NET mostra um pinguim (?) dizendo “ê lá em casa” para uma enfermeira. Em outro comercial, o russo garoto-propaganda puxa três mulheres para perto de si, para que os telespectadores entendam que o “combo” da NET engloba três serviços. Aparentemente, temos de rir disso. Aparentemente, isso ajuda a vender TV por assinatura. Muito provavelmente, os publicitários criadores desta peça não sabem o que é andar pela rua sem ser interrompida por um completo desconhecido ameaçando “chupá-la todinha”.
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Então, dá licença, mas eu dispenso esta rosa. Não preciso dela. Não a aceito. Não me sinto elogiada com ela. Não quero rosas. Eu quero igualdade de salários, mais representação política, mais respeito, menos violência e menos amarras. Eu quero, de fato, ser igual na sociedade. Eu quero, de fato, caminhar em direção a um mundo em que o feminismo não seja mais necessário.
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… Enquanto isso não acontecer, meu querido, enfia esta rosa no dignissímo senhor seu cu.
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1.3.12

Die Antwoord

Para mim os candidatos ao oscar de melhor Direção de Arte, Cenografia, Figurino, Fotografia, Maquiagem e Trilha Sonora são os seguintes. Na minha Academia, claro. E não necessariamente nesta mesma ordem! rs






24.2.12

Piegas, mas me fez chorar.

"Com o tempo a gente aprende...

Depois de algum tempo você aprende a diferença,
a sutil diferença, entre dar a mão e acorrentar uma alma...

  E você aprende que amar não significa apoiar-se,
e que companhia nem sempre significa segurança.

E começa a aprender que beijos não são contratos
e presentes não são promessas...
  E começa a aceitar suas derrotas com a cabeça erguida
e olhos adiante, com a graça de um adulto
e não com a tristeza de uma criança.

E aprende a construir todas as suas estradas no hoje,
porque o terreno do amanhã é incerto demais para os planos,
e o futuro tem o costume de cair em meio ao vão...
  Depois de um tempo você aprende que o sol queima
se ficar exposto por muito tempo.

E aprende que não importa o quanto você se importe,
algumas pessoas simplesmente não se importam...
  E aceita que não importa quão boa seja uma pessoa,
ela vai feri-lo de vez em quando e você precisa perdoá-la por isso.

Aprende que falar pode aliviar dores emocionais...
 Descobre que se leva anos para se construir confiança
e apenas segundos para destruí-la,
e que você pode fazer coisas em um instante,
das quais se arrependerá pelo resto da vida...
  Aprende que verdadeiras amizades continuam a crescer
mesmo a longas distâncias.

E o que importa não é o que você tem na vida,
mas quem você é na vida.

E que bons amigos são a família que nos permitiram escolher...
  Aprende que não temos que mudar de amigos
se compreendemos que os amigos mudam,
percebe que seu melhor amigo e você podem fazer qualquer coisa,
ou nada, e terem bons momentos juntos.

Descobre que as pessoas com quem você mais se importa na vida
são tomadas de você muito depressa,
por isso sempre devemos deixar as pessoas que amamos
com palavras amorosas, pode ser a última vez que as vejamos...
  Aprende que as circunstâncias e os ambientes tem influência sobre nós,
mas nós somos responsáveis por nós mesmos.

Começa a aprender que não se deve comparar com os outros,
mas com o melhor que você mesmo pode ser.

Descobre que se leva muito tempo para se tornar a pessoa que quer ser,
e que o tempo é curto...
Aprende que não importa onde já chegou, mas onde está indo,
mas se você não sabe para onde está indo,
qualquer lugar serve.

Aprende que, ou você controla seus atos ou eles o controlarão,
e que ser flexível não significa ser fraco ou não ter personalidade,
pois não importa quão delicada e frágil seja uma situação,
sempre existem dois lados...
  Aprende que heróis são pessoas que fizeram o que era necessário fazer,
enfrentando as conseqüências.

Aprende que paciência requer muita prática.

Descobre que algumas vezes a pessoa que você espera que o chute
quando você cai é uma das poucas que o ajudam a levantar-se.

Aprende que maturidade tem mais a ver com os tipos de experiência
que se teve e o que você aprendeu com elas
do que com quantos aniversários você celebrou...
  Aprende que há mais dos seus pais em você do que você supunha.

Aprende que nunca se deve dizer a uma criança que sonhos são bobagens,
poucas coisas são tão humilhantes e seria uma tragédia
se ela acreditasse nisso.

Aprende que quando está com raiva tem o direito de estar com raiva,
mas isso não lhe dá o direito de ser cruel...
  Descobre que só porque alguém não o ama do jeito que você quer
que ame, não significa que esse alguém não o ama,
pois existem pessoas que nos amam,
mas simplesmente não sabem como demonstrar isso.

Aprende que nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém,
algumas vezes você tem que aprender a perdoar-se a si mesmo.

Aprende que com a mesma severidade com que julga,
você será em algum momento condenado...
  Aprende que não importa em quantos pedaços seu coração foi partido,
o mundo não pára para que você o conserte.

Aprende que o tempo não é algo que possa voltar para trás.

Portanto,plante seu jardim e decore sua alma,
ao invés de esperar que alguém lhe traga flores...
 E você aprende que realmente pode suportar...
que realmente é forte, e que pode ir muito mais
longe depois de pensar que não se pode mais.

E que realmente a vida tem valor
e que você tem valor diante da vida!

Nossas dúvidas são traidoras e nos fazem perder o bem
que poderíamos conquistar, se não fosse o medo de tentar."
   W. Shakespeare

5.2.12

Espelho e janela

Eu achava que era uma pessoa melhor sozinha.

Não sozinha sem um parceiro, porque isso eu realmente acho que sou emocionalmente dependente. Mas sozinha no sentido social, de poucos amigos, de poucos eventos, de morar apenas com minhas próprias manias.

Precisei de uma reviravolta na minha vida para descobrir que eu precisava me reaproximar de mim. Da minha essência. Terminei um longo namoro, no qual eu apostava todas as minhas fichas e fiz planos até a velhice. Saí do meu trabalho num rompimento super traumático e totalmente indesejado (como uma vidente havia previsto uns dois anos antes). Deixei a casa da minha mãe que, apesar de não ter a presença física da família, ainda tinha uma coisa emocional muito forte pra mim: todos saíram de lá e foram morar em outros lugares e eu era o último ponto de resistência.

Estou atualmente num limbo, um hiato ao mesmo tempo incômodo e libertário. Várias coisas legais aconterecam depois que eu iniciei esse novo ciclo na minha vida. Mas não vou falar das coisas ruins que culmiraram nessa chutada de balde geral. Vou me ater ao que é bom e às possibilidades do porvir.

Entre o término de uma etapa e o início de outra, sempre há uma fase de crise que é absolutamente necessária e importante para o crescimento.

Hoje eu moro em um apartamento muito bacana, junto com o Caule e o Tiago, que são uns fofos. Muita gente me pergunta como é morar com dois homens. É ótimo, pois não tem a frescura de muita mulher junta (já vi o funcionamento de algumas repúblicas femininas e é realmente bem chato, com muita picuinha por causa de pouca coisa), mas é claro que tem algumas diferenças fundamentais homens x mulheres e alguns percalços que, ao invés de atrapalhar, acabam incrementando a experiência. E, claro, a oportunidade de conhecer mais gente quando cada um leva os amigos e de fazer festinhas ultralegais em casa mesmo! Estou adorando, apesar de não saber até quando vai durar.

Fui chamada para integrar uma banda muito legal de eletro-pop, o Spooler, e tem sido realmente muito, muito, muito legal cantar com eles. O momento que fui convidada, com o Salomão me ligando exatamente quando eu cheguei em casa chorando muito por ter saído do meu emprego, foi épico na minha vida. A partir daquele momento, e até hoje, enquanto escrevo esse texto, não chorei mais de tristeza. Só tive oportunidades inacreditáveis na minha vida, desde então. E isso é o máximo!

Fiz um curso de retrato autoral em Floripa com um fotógrafo bacanérrimo, o Scott MacLeay, que revolucionou a forma como vejo a fotografia e as possibilidades que ela pode ter na minha vida. Hoje já sei o que quero fazer, apesar de ainda não saber como. Acho que preciso aquietar minha mente antes de conseguir começar a construir minha realidade profissional.

Pensar, Meditar, Pensar, Meditar, Pensar, Pensar, Pensar...

E foi buscando essa quietude que resolvi viajar para a praia. Quem me conhece há mais tempo sabe que eu sempre disse não gostar de praia. Muita areia, sol rachando e água salgada pro meu gosto. Mas sempre fui muito terrena; uma pessoa da montanha, governada pela solidez do elemento terra. Então fui em busca da fluidez da água para me equilibrar um pouco. E como eu estava bastante desequilibrada, precisava sentir a energia de uma grande massa de água, como só o mar tem. E hoje, pelo que Iemanjá fez por mim, posso dizer que AMO a praia e quero voltar sempre que precisar recarregar de novo as baterias. E a natureza foi realmente muito generosa com os lugares que visitei... 

Pôr do sol na Praia Grande, Arraial do Cabo /RJ.

No fim das contas, a viagem me saiu muito melhor do que o planejado inicialmente, e nos próximos posts eu vou contar o que aconteceu ao longo dos 36 dias compreendidos entre 27 de dezembro de 2011 e 04 de fevereiro de 2012. Talvez as pessoas que ficaram sem entender por quê eu não conseguia voltar finalmente entendam (inicialmente a viagem era de 27/12 a 03/01. Se estendeu até 09/01. Depois até 16/01. Depois foi por tempo ideterminado. E ainda pretendo voltar no Carnaval!).

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UPDATE (07/fev/12) - Duas coisas sensacionais aconteceram ainda nessa viagem. Mais especificamente no período em que estive em Arraial do Cabo:

A primeira delas foi um reencontro com uma amiga que fazia por volta de uns 10 anos que eu não via, a Roberta. Costumávamos ser um trio: Cassi, Roberta e eu. Mas aí a Roberta saiu do país algumas vezes, casou, mudou pra Arraial e acabamos nos distanciando. A Cassi ainda ficou mais próxima dela um pouco, pois durante o período do meu primeiro namoro eu cometi aquele erro básico de afastar das amigas... E isso me custou muito!

Apesar disso, ainda assim eu sempre fui muito próxima da Cassi, é minha melhor amiga, minha irmã de alma. Fui pra Arraial esse ano essencialmente para ficar mais tempo com ela; uma chance de viajarmos um pouco e curtirmos momentos bons juntas. E a Roberta ainda estaria lá, o que seria uma ótima chance de reaproximacão, pois as duas sempre se estranharam, desde a época da escola. Não passava uma semana sem que houvesse alguma rusga entre as duas, e eu sempre, com a minha personalidade conciliadora, botava panos quentes daqui e dali pros ânimos se acalmarem.

Mas eu fiquei Tão, tão, tããããããooooo feliz de estar junto com essas duas lá em Arraial... Mas tãããoo feliz!!! Elas, claro, brigaram de novo. Mas tenho certeza que vai ficar tudo bem, pq sempre foi assim e sempre vai ser.

A outra coisa que aconteceu lá merece um post só para ela. É uma coisa que eu gostaria muito de contar, mas ainda tenho que ver como posso fazer, porque essa rosa já me espetou com alguns espinhos... ahahahaha
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Se joga!

Decidi que vou morar fora do país ainda esse ano. Comecei durante a viagem uma pesquisa de qual lugar seria interessante para essa nova "eu" morar. Quero ser cigana um tempo, quero andar pra frente, mas volto se for preciso. Quero sair de casa de novo, mas para ir para um novo lugar. Quero vender meu carro porque não quero mais precisar dele. Quero alimentar minha fotografia de tudo o que eu acho que não gosto e acabo gostando. Quero dar um novo sentido para minhas tatuagens e quero fazer outras sempre que uma nova marca se instalar na minha vida. Quero viver tudo o que há para ser vivido lá fora e fazer as coisas mais para mim mesma que para os outros.

Fato é que hoje, por tudo que me aconteceu nos últimos 4 meses, me sinto absolutamente diferente. Vivi muita coisa que era novidade pra mim. Hoje acho fundamental viver e conviver com as pessoas, principalmente as que são muito diferentes da gente, pois são essas que acrescentam. Hoje sei que preciso de muito menos do que eu tenho para viver bem e feliz. Hoje tenho vontade de cortar minhas raízes e seguir com tronco, folhas e flores pelo mundo afora.

Hoje sei que o melhor jeito de se enxergar por dentro é olhar pra fora... Então pra fora eu vou!

23.9.11

Não há no Louco objetivos, exceto o de caminhar.

...anda quando é dia, dorme quando é noite, come quando a fome aperta e brica quando cansa de caminhar...




Tirei da publicação abaixo - 1a edicnao da Revista Gardneriana BTW.

6.4.09

Pirulito Pop Rosa

Era assim que eu pedia:
"Ah! Me dá o troco de pirulito pop rosa, por favor?"

Hoje chupei um e achei que tinha gosto de terceiro ano...

24.3.09

Black pixel contra o aquecimento global

Contribua, do seu computador, para reduzir a emissão de gás carbônico

Se alguém pensa que mudança climática é um problema tão complexo e tão grande que só os governos podem ajudar a resolver, é melhor pensar de novo. A AlmapBBDO (www.almapbbdo.com.br) e o Greenpeace (www.greenpeace.org.br), com a assessoria técnica do Centros de Estudos Avançados do Recife, C.E.S.A.R, (www.cesar.org.br) – um dos principais centros de tecnologia da informação no Brasil – desenvolveram um projeto que permite a qualquer pessoa, sem grande esforço e sem alterar radicalmente o seu modo de vida, contribuir para a redução das emissões de gases do efeito estufa na atmosfera. Ele se chama Black Pixel e funciona a partir da tela do seu computador.

O projeto baseia-se num programa que pode ser capturado através da Internet e instala um quadrado preto na tela. É possível desligá-lo a qualquer hora. Mas enquanto está funcionando, o quadrado reduz o consumo de energia e as emissões de CO2. O desafio é chegar a 1 milhão de Black Pixels instalados, que equivaleriam à uma economia de 57 mil watts/ hora ou a manter apagadas 1.425 lâmpadas de 40W por uma hora. Uma usina à carvão, para produzir a mesma quantidade de energia, emitiria 70 kg de CO2.

Portanto, enquanto nossos políticos evitam enfrentar a crise climática, com o Black Pixel, você pode começar a agir para pelo menos diminuir a dimensão do problema. Instale o programa e avise aos seus amigos, colegas e familiares. Quanto mais gente usar o quadrado, melhor será para o planeta. O projeto só funciona em monitores de tubo e de plasma. Para instalar o Black Pixel sem nenhuma complicação acesse o link www.greenpeaceblackpixel.org/#/pt



(Texto integral do Release do Greenpeace Brasil)

20.2.09

Marina

O cigarro. O cd. Marina.

Acende um cigarro, leva-o à boca lentamente, observando os desenhos que a fumaça faz no ar quase rarefeito do quarto do hotel.
Ele já foi. Assim, num rompante. Levantou-se e foi, deixando Marina recostada à cabeceira da cama.
Ela olha de soslaio para o livro sobre o criado-mudo, mas não gosta da capa. Parece tratar de um tema pouco romântico, e isso Marina não suportaria. Não naquele momento.

A música ainda toca no computador repousado sobre a mesa. Algum sucesso dos videoclipes. Marina não move um músculo, exceto os necessários para levar seu cigarro de encontro aos lábios. Mas não tem força suficiente pra sugar. Essa música já tocou mil vezes, pensa.

O cheiro é inútil. Sexo passado e fumaça do cigarro de cravo. Não parece que alguém havia feito amor naquele lugar. Jamais.
Nem amor nem sexo. Mas Marina sim.

Os desenhos na fumaça estão mais interessantes que o ato de fumar. As cinzas que caem quentes a lembram que sua pele ainda vive.

Revira os olhos tentando enxergar por dentro seu grande vazio. Reúne o resto de suas forças e se preenche com a fumaça. Prende a respiração para enxergar melhor. Vê, lá no fundo, um resquício do passado.

A natureza é feita de padrões, pensa. Nada mais natural que a repetição.

Olha novamente para a fumaça e se deixa levar pelo movimento, que guia seu olhar até a porta, entreaberta. Ele vai voltar.

Marina espera, como sempre esperou. A vida é feita de padrões.
Dá seu último suspiro, enchendo o peito de fumaça, sexo e esperança. Dorme um sono pesado, sem sonhos.

Derruba o toco do cigarro aceso no lençol manchado do amor que fez sozinha. Morre em meio ao calor que ficou reprimido nela toda a vida que perdeu.

Acorda de um pulo. Olha para o lado e o vê ali, ressonando, recostado à cabeceira.
Com o coração ainda na boca, olha de soslaio para o criado-mudo e encontra o maço de cigarros sobre o livro.

Reúne o resto de suas forças e leva um cigarro à boca, segurando apenas com os lábios. Procura pelo isqueiro. Acende. Outra vez essa música, pensa.

Traga quase todo o cigarro de um só fôlego. Inunda o quarto com fumaça.
Levanta e sai, nua, deixando a porta entreaberta.


19.2.09

poison

Duas músicas que eu estou cantando ininterruptamente desde de manhã:

Kiss, do Prince
Poison, do Alice Cooper


As músicas são ótimas, mas depois da 54º vez que você cantarola em um loop infinito aquela parte que você não sabe a letra direito fica meio que chato, né?

Mais ou menos assim:
I hear you calling lalalalalala (lala)
I wanna hurt you just to hear you screaming my name
Lalalalalalalalalalalala (lala)
I wanna kiss you but your lips are venomous poison.

Ou assim:
You don't have to be beautiful to turn me on
I just need your body, baby, lalalalalalala
You don't need experience to turn me on
You just lalalalalalallalalalalalalalalallala

Kinda boring, huh?